“Liberdade e pouco, o que eu desejo não tem nome “, disse Clarice. Clichê, mas se encaixa perfeitamente em dois finais de semana que fizeram valer um mês. Perfeição não se encaixa justamente porque o perfeito enjoa, é repetitivo, com data de validade marcada pra acabar, já esses finais de semana, ficaram!
O que é poder saber que as pessoas que estão ao seu redor não somente dizem isso, mas comprovam com atos e não só palavras que até mesmo uma brisa pode levar, desfazer, acabar? Sentir que uma balada de verão não resume relacionamentos, que amizade não se cria por festas, mas por um conjunto de afinidades. Entender e provar do sabor de transformar possíveis estresses de engarrafamentos, porres alheios, lembranças do que não voltará mais em alegria, felicidade instantânea, tranquilidade e uma paz de espirito capaz de causar inveja a qualquer pessoa.
São por esses momentos que nada pode se tornar insubstituível, nada! É preciso aprender a conviver e aceitar o que lhe é oferecido e fazer daquilo o melhor pra sua vida, e se assim não for, tenha paciência que o próprio tempo lhe explicará, mudará e novos ventos irão assoprar a sua vida.
Se pra amadurecer é preciso ser clichê, eu não vejo problema algum. Libertar-se de qualquer coisa que nos prende, isso sim é liberdade! Caio Fernando de Abreu que me desculpe, mas o que ele diz da questão que se voltar é seu, eu discordo completamente! O que é nosso, não vai! O que é nosso permanece, de algum jeito, mas permanece lá naquele espaço que quando qualquer um quer encontrar, sabe bem o que fazer, até mesmo o tempo tem a sua missão em nos dizer e nos provar dia após dia o que podemos viver sem, mas por dentro estar junto. Liberdade, se for por conceito de afinidades, no meu entender, não preciso dizer mais nada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário